domingo, 27 de janeiro de 2013

Problemas emocionais do pai afetam a saúde mental de seus filhos desde a gravidez


A musicoterapia no pré-natal pode ser feita com toda a família, melhorando os vínculos entre os pais e o bebê, e diminuindo os efeitos do estresse e outros problemas emocionais sobre a criança.

 

Nova pesquisa encontrou relação entre pais com altos níveis de stress e ansiedade durante a gestação do filho e problemas de comportamento da criança durante a infância

Paternidade: Estudo encontra relação entre problemas mentais dos pais durante a gestação dos filhos e dificuldades emocionais e de comportamento das crianças ao longo da infância
Paternidade: Estudo encontra relação entre problemas mentais dos pais durante a gestação dos filhos e dificuldades emocionais e de comportamento das crianças ao longo da infância (Thinkstock)
Segundo um novo estudo norueguês, pais que sofrem de stress, ansiedade e outros problemas emocionais podem afetar de forma negativa a saúde mental de seus filhos antes mesmo antes de eles nascerem — ou seja, ao longo da gestação dos bebês. Para os autores dessa pesquisa, explicações plausíveis para essa relação incluem o fator genético e a possibilidade de esses homens influenciarem a saúde mental das mulheres grávidas, prejudicando indiretamente o feto. Essas conclusões foram publicadas nesta segunda-feira na revista médica Pediatrics.

CONHEÇA A PESQUISA

Título original: Paternal Mental Health and Socioemotional and Behavioral Development in Their Children

Onde foi divulgada: revista Pediatrics

Quem fez: Anne Lise Kvalevaag, Paul Ramchandani, Oddbjørn Hove, Jörg Assmus, Malin Eberhard-Gran, e Eva Biringer

Instituição: Hospital Helse Fonna

Dados de amostragem: 31.663 famílias

Resultado: Pais que, na metade da gravidez de seus filhos, apresentam altos níveis de stress e ansiedade, têm uma chance maior de ter filhos com problemas comportamentais e emocionais aos três anos de idade.
A pesquisa, feita no Departamento de Psiquiatria do hospital dinamarquês Helse Fonna, se baseou em dados de mais de 30.000 crianças que foram acompanhadas desde a gestação. Na 17ª semana de gravidez, os pais dessas crianças responderam a um questionário que avaliou aspectos da saúde mental, como se esses homens apresentavam sintomas de depressão ou ansiedade, por exemplo. A equipe também coletou dados sobre a saúde mental das mães e avaliaram o desenvolvimento das crianças quando elas alcançaram três anos de idade.
De acordo com os resultados, 3% dos pais que participaram do estudo tinham altos níveis de stress e ansiedade durante a gestação de seus filhos. E, além disso, os filhos desses homens tinham um risco 22% maior de apresentar problemas emocionais e 19% maior de ter problemas de comportamento aos três anos de idade. Essa relação permaneceu semelhante mesmo após os pesquisadores levarem em consideração fatores como idade e nível socioeconômico do pai e saúde mental da mãe da criança.



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